quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

crise na saúde x REZADEIRAs

A sabedoria ancestral tem permanecido resistente mesmo diante dos avanços tecnológicos e da medicina. No interior do Brasil, principalmente no Nordeste algumas pessoas ainda têm o costume de procurar a cura do corpo e da alma através da fé e sabedoria das rezadeiras, mulheres com um dom que mantêm viva uma tradição cultural que é passada de geração em geração. Se revirarmos a história do nosso país, lá encontraremos a figura das rezadeiras que se originam da cultura indígena e africana, conhecedoras de ervas e suas funções. Elas, por muitas vezes eram o único auxílio, procurado para amenizar sofrimentos e curar dores. São consideradas "guardiãs da memória" por preservarem os ritos e orações. O espaço físico para exercer o seu dom, geralmente é no quintal, terreiro ou na sala de casa diante de um pequeno altar, um campo de representações simbólicas.
As rezadeiras também são responsáveis pelo “fechamento de corpo” de pessoas que lidam com o perigo de morte diariamente. Elas realizam esse ritual fazendo gestos com uma corda ou cordão, balbuciando orações. Dizem que Lampião que foi o rei do cangaço no Sertão teria o corpo fechado por uma rezadeira e por isso demorou muito para ser assassinado. E mesmo assim por causa de uma emboscada. O fechamento de corpo é baseado em uma oração de proteção que resulta em um corpo protegido. O ritual é feito para afastar o mal — seja ou espiritual, físico ou os dois. Se a garantia procurada for no sentido físico, o beneficiário acreditaria estar protegido contra ataques dos seus inimigos, sejam eles perpetrados por facas, armas de fogo ou veneno de cobra. Quando eu ainda era criança estava com uma dor de cabeça insuportável e a minha mãe me levou para uma rezadeira. Com um galho de mato ela começou a percorrer minha cabeça e ombros balbuciando palavras que eu não entendia. Nisso senti como se um bolo de ar saísse pela minha boca e na mesma hora o meu corpo ficou tão leve que eu pensei que iria voar e a dor de cabeça passou imediatamente.
Com a crise que existe na saúde, com profissionais que deveriam ser os mais bem pagos do país e que percebem um salário de miséria, como as técnicas de enfermagem de Pernambuco, as benzedeiras voltarão a ter destaque novamente entre a população pobre do Brasil. Essas rezadeiras não escolhem tipos de pessoas para realizarem esses trabalhos. Tanto faz ser em prol de uma pessoa de família, quanto direcionado a um bandido. José Tiago Sabino Pereira, mais conhecido pelo nome artístico PROJOTA, rapper, compositor e ator brasileiro, fez uma música em homenagem a rezadeira que fala sobre esse lado dessa profissional popular que se dedica exclusivamente a curar e proteger a população mais pobre do interior do Nordeste e das favelas dos grandes centros urbanos. Talvez ele tenha visto de perto o poder dessas rezadeiras e tenha se inspirado para compor esta música que fez o jogador Neymar Júnior chorar, cujo clipe foi postado no youtube por Jackson Rodrigues e eu aproveitei para ser a canção tema desta minha crônica. Confira abaixo. NOTA: O MEU BLOG ESTÁ ENTRANDO DE RECESSO E ASSIM SÓ VOLTAREI A PUBLICAR AS MINHAS CRÔNICAS DEPOIS DO CARNAVAL, (DIA 02 DE MARÇO), VERSANDO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA MULHER NO MUNDO. BOM DIVERTIMENTO PARA QUEM VAI CAIR NA FOLIA E BOM DESCANSO PARA OS RETIRANTES. 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

O ADEUS NECESSÁRIO AOS JORNAIS E AO CÔNJUGE
Desde os anos 60, eu aprendi a ler jornal com o meu pai. Quando o dia clareava, ele sentava na cadeira de balanço, tomava o seu café, acendia o charuto e ficava lendo o seu jornal no terraço lá de casa. No começo dos anos setenta eu me tornei missivista do Jornal Diário de Pernambuco. Uma das minhas primeiras cartas publicadas na coluna “Cartas à Redação” foi reclamando que eu estava há vários anos inscrito para aquisição de uma casa pela COHAB e não tinha sido chamado ainda para receber a chave. Talvez, por isto, em represália me locaram na parte mais alta do bairro, longe do terminal dos ônibus, naquela época, mas que hoje se tornou no melhor lugar para se morar, ventilado, sem insetos e barulhos de qualquer espécie. Outra carta publicada que ficou guardada em minha memória foi a que falei sobre o governo do ex-presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo, a qual foi publicada junto a uma fotografia dele. Quando surgiu o Jornal Folha de Pernambuco, também passei a ser seu missivista, através das colunas “Cartas” e “Folha da Cidade” do Jornalista, escritor e poeta Robson Sampaio. Muitos anos depois, esses dois jornais retiraram de suas páginas essas colunas que davam chance aos seus leitores e assinantes de externarem os seus pensamentos. Então cancelei as suas assinaturas, tanto de ordem pessoal, quanto as da entidade onde trabalho.
Para não ficar sem assinatura de pelo menos um jornal, fiz uma pessoal do Jornal do Commercio, dos exemplares publicados de segunda a sexta feira, para serem entregues no meu endereço comercial, e outra para a minha esposa a ser entregue em nossa residência nos finais de semana. Não deixo de externar a minha gratidão pelas minhas cartas publicadas durante anos, versando sobre assuntos diversos. Porém, de um mês para cá, venho discordando da política de publicação das matérias, empregada pela Coluna “Voz do Leitor”. Agora não são mais publicadas as cartas com reclamações sobre problemas verificados em empresas particulares, sob a alegação de que “Elas não respondem aos reclamantes, através da coluna”. Fiz uma sobre o fato de que o Mercado EXTRA estaria anunciando promoções em seus encartes, sem ter os produtos promocionais em estoque. A aludida coluna não publicou e eu tive que fazer outra carta com uma redação diferente, generalizando o problema para todos os supermercados, sem citar as suas razões sociais. Na semana passada enviei outra carta reclamando o fato da Faculdade Unit – PE do Grupo Tiradentes estar cobrando por uma cadeira o mesmo valor que cobra por cinco. Sob a mesma alegação a coluna não publicou. 

Aliado a esse pormenor que eu não aceito por estarmos vivenciando um regime democrático, hoje temos à nossa disposição notícias em tempo real pela internet, além das emissoras de rádio e televisão. O motivo do cancelamento também da assinatura da minha esposa é que de modo recorrente os jornais dos finais de semana estavam chegando mais tarde do que aqueles das revendedoras do interior do Estado. Como eu e a esposa costumamos viajar bem cedinho, chegávamos em Tamandaré, Pontas de Pedra ou Caruaru, por exemplo, às 07 horas e o Jornal do Commercio, junto aos demais, já estava à venda, enquanto lá em casa só depois das 07h30. Mas, o Jornal não está perdendo nada com o cancelamento de mais duas assinaturas. Ele já tem os patrocinadores comerciais que bancam o jornal pagando por suas caríssimas propagandas, e é ai que surge a minha suspeita por ele não querer que os assinantes reclamem das entidades privadas. E este é mais outro motivo da minha desistência, o Jornal do Commercio tornou-se uma espécie de "Revista Veja", onde quase a metade de suas páginas é só propaganda comercial. Eu é que não compro esses produtos que gastam enormes fortunas com propagandas, pois embutido no preço, nós, os seus compradores, pagamos a conta. Mas, daqui a algum tempo, vai haver mais propaganda do que leitores, pois a nova geração está deixando de ler jornais e revistas.
Falando em ADEUS NECESSÁRIO, existem outros bem mais tristes. Um deles é aquele entre duas pessoas que se amam ou que se amavam no começo do relacionamento. E quanto mais tempo o casal tem de união, mas triste se torna a separação, por motivo de desgaste da convivência mal adaptada ao longo do tempo de união ou por causa de uma traição de uma ou de ambas as partes. A minha esposa conheceu na faculdade uma senhora, cujo marido ia levá-la todos os dias a esse estabelecimento de ensino, e ficava esperando por ela até as aulas terminarem. Ambos são idosos e moram no interior do Estado. Certo dia ela disse que descobriu uma traição dele com uma mulher bem mais jovem que ela e acabou um casamento de longos anos. Parece que esses idosos traidores estão mesmo é atrás de uma enfermeira novinha que cuidem dos seus infartos e fiquem lhe abanando com a saia enquanto eles dormem na cadeira de balanço.

Essa é uma burrice sem tamanho da parte deles. Já tive conhecimento de vários casos como esses, onde os protagonistas terminaram num hospital, sendo visitados somente pelos filhos e pelas senhoras abandonadas, pois as novinhas só queriam mesmo usufruir das benesses que eles ofereciam, e nem nos hospitais e nos seus funerais elas se fizeram presentes. Versando sobre essas separações por traições, existe uma canção muito bonita da cantora e compositora Marisa Monte, intitulada “DEPOIS”, termo bem sugestivo que define o que acontece com esses velhos idiotas quando são expulsos do infinito particular das traídas. Confiram a letra e melodia dessa bela música, no clipe postado abaixo:

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020


Um CARNAVAL super TRANQUILO
Depois que o carnaval passar, os saudosistas que não se conformam com a chegada da 4ª feira de cinzas, terão mais uma opção para continuar na folia. Desta vez, longe das grandes multidões e do agito peculiar desses lugares barulhentos e cheios de confusões entre os foliões. Revivendo os antigos bailes carnavalescos em clubes fechados, a Associação Pernambucana de Servidores do Estado – APSE realizará o seu já famoso “BAILE DA RESSACA” no dia 08 DE MARÇO ao MEIO DIA, no seu Clube Balneário em Candeias – Jaboatão dos Guararapes – PE. Só que existem vários diferenciais de outros bailes desse tipo. Primeiro, pelo horário ser diurno, com o clube abrindo as suas portas às 9 horas. Segundo, por ser um evento onde toda a família (do netinho ao vovô) pode brincar tranquila, onde existem atrações para todas as idades. No mesmo horário da abertura do clube, as famílias têm à sua disposição: piscinas para adultos e crianças, salão de jogos de mesa, quadra e campo de areia para esportes, bar que aceita pagamento com cartões de crédito e playground todo coberto para evitar sol e chuva nas crianças. Você se sentirá bem melhor do que numa festa que você faz dentro da sua casa.
As atrações artísticas que começam ao MEIO DIA, são primorosas naquilo que faz. São duas orquestras de peso que não se limitam a tocar somente frevo e samba, pois executa também outros ritmos para atender a todo tipo de público que gosta de variar na dança, seja solto ou agarradinho. E assim, imitando os modernos carnavais multiculturais, a Banda/orquestra BLACK NIGHT e LILLI TRINDADE & ORQUESTRA tocarão o que existe de melhor na lambada, cúmbia, samba, brega, frevo, axé, swing e as saudosas canções dos blocos líricos, com o suporte de um sistema de som digital e telões de LED. Para aquelas pessoas que irão apenas levar os seus entes queridos para se divertir e não gosta desse tipo de evento, o imenso espaço do terreno do clube oferece um lugar ventilado debaixo de um frondoso pé de caju (lembra aquele do Rio Grande do Norte) para a leitura e outras atividades. Agora, o último diferencial dos outros clubes: O PREÇO! A senha de uma mesa, que permite o ingresso de quatro pessoas, custa apenas R$20,00 (vinte reais), ou seja, cinco reais por pessoa, se comprada antecipadamente em nossa Sede Social, Rua Dom Bosco, 895 – Boa vista – Recife (em frente ao Mercado EXTRA). Fones: 3222-1979 / 3221-5949. Tenha agora uma ideia da tranquilidade que você e os seus familiares terão em nosso evento, vendo em dez minutos como foi a nossa festa junina do ano passado, quando contratamos para animar a festa O SÓSIA DE DOMINGUINHOS e a VOZ DE VELUDO DO FORRÓ, neste clipe do link abaixo:

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

OS PARASITAS Do GUEDES


O Ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou na mídia que os servidores públicos são “parasitas”.  A presidente da Associação e Sindicato dos Diplomatas Brasileiros (ADB Sindical), embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues, disse se sentir “insultada, revoltada e indignada por uma classificação tão injusta”. Outras categorias, como auditores fiscais e policiais federais, também já protestaram contra a fala de Guedes. Além da reação do setor, a declaração do ministro irritou até políticos que apoiam o governo, o que levou o Ministério da Economia a divulgar ainda na sexta-feira uma nota para se explicar. Segundo a pasta, a fala "foi retirada de contexto". Guedes disse que “a aprovação de uma reforma administrativa é necessária para fazer com que mais recursos possam ser direcionados a áreas essenciais. 80% da população brasileira é a favor, inclusive, de demissão do funcionário público, estão muito na frente da gente". O governo ainda não enviou ao Congresso sua proposta de reforma administrativa do Estado. Pelo que já foi divulgado, haverá redução no número de carreiras e também no salário inicial do servidor, além de mudanças na chamada estabilidade - que hoje, na prática, impede que os servidores sejam demitidos.
O que dificulta um feedback positivo entre os interlocutores do governo federal e a mídia é a generalização de tudo aquilo a que faz referência. Eles quase não usam as palavras “ALGUNS” ou “BOA PARTE”. Muitos servidores das três esferas do governo (federal, estadual e municipal) e boa parte da população sabem que realmente existem parasitas nos órgãos públicos, como também na política. Segundo o dicionário popular: “Um parasita em ambiente de trabalho é aquele indivíduo que não quer fazer nada, que apesar de ser bem remunerado fica o dia todo enrolando, ou que tira vantagem dos outros”. Você que é servidor público, nunca conviveu com um tipo assim? Eu já convivi com vários. E nas empresas privadas, Assembleias Legislativas e Câmara também existem muitos desses, senhor Guedes. O jornalista Cláudio Humberto em sua coluna no Jornal do Commercio do dia 10/02/2020, publicou a seguinte notinha: “Esta semana, Assembleias Legislativas e até a Câmara realizaram sessões comemorativas para marcar o início dos trabalhos. Só quem não é habituado a dar duro faz tanto alarde por algo que é obrigação”. Na repartição pública onde me aposentei, existiam aqueles que batiam o ponto e iam embora farrear, jogar boliche, bater papo na praça, passear, etc. Outros nem se davam a esse trabalho, pois gratificava a algum amigo para bater o cartão do ponto por ele e nem compareciam ao expediente. Os que não gostavam de “voar” do expediente, ficavam dormindo na sua cadeira em frente ao birô.
Os que tinham paletó usavam da esperteza de deixá-lo na cadeira do birô onde trabalhava, dando a entender que estaria ali por perto e nunca avisava para onde ia. Ainda existiam aqueles que usufruíam de benesses sem ter direito. Por exemplo, recebiam vale refeição, mesmo trabalhando num só expediente. Alguns recebiam dois tipos de vale transporte, mesmo morando perto do órgão, indo trabalhar a pés. Quando assumi a pasta responsável pela entrega desses tipos de vales, fiz muito inimigos, pois sai excluindo aqueles que não tinham esses direitos, uma vez que eu trabalhava para o órgão e não para os amigos. Ainda hoje, mesmo aposentado, trabalho em empresa privada e ainda colho inimigos por querer tudo nos conformes. Atualmente, é possível encontrar em algumas escolas públicas aquelas professoras que erraram de profissão, pois não gostam de ensinar ou não ensinam adequadamente aos seus alunos, por preguiça herdada dos pais. Vivem justificando faltas constantes através de atestados médicos duvidosos e olhando as redes sociais nos horários das aulas. Faz-se mister uma fiscalização de surpresa pelas secretarias de educação das prefeituras e dos Estados. Portanto, esses são os verdadeiros “parasitas” do Guedes, o qual terminou por generalizar injustamente culpados e inocentes, igualando-os àqueles que realmente merecem o justo título. Uma música que lembra bem este tema é a música “Vai trabalhar vagabundo” do Chico Buarque, que já postei em outra crônica, mas achei um clipe diferente para essa reveladora canção. Confira no link abaixo: 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

PREFEITURAS MALEÁVEIS E A DESTRUIÇÃO DA NATUREZA

As prefeituras do Recife e Olinda esqueceram-se das suas promessas de implantarem a partir de julho de 2019, uma multa para quem sujar as ruas. Só nesse mês eu presenciei um figurão jogando em via pública uma lata de bebida pela janela do seu carrão; uma senhora deixar a fralda usada da sua filha no chão, além de uma moça bem vestida descartar um panfleto que tinha recebido há pouco tempo antes. Ao ser advertida por mim, ela me olhou com um semblante de ódio, torcendo os lábios, ficando mais feia do que era e não desfez o seu erro. Pena que as nossas leis não são como as da natureza que não perdoa e matam até aqueles inocentes que não entupiram de lixo os bueiros e encostas dos morros das periferias.
Até meados do século 19, a raça humana manteve relativa harmonia com o meio ambiente. Com o surgimento da era industrial e das grandes aglomerações urbanas, houve uma quebra nessa harmonia, o que provocou uma crescente queda do nível de vida do ambiente, com a morte de rios e o desaparecimento de áreas verdes. A essa devastação inconseqüente dá-se o nome de poluição. Os rios são poluídos por descargas vindas dos esgotos urbanos não-tratados, dos complexos industriais, das minerações, etc. O desmatamento também causa a morte dos rios, secando seu leito. Os mares vão sendo aos poucos poluídos por esses rios, devido às descargas das indústrias, além de todo tipo de plástico jogado ao relento e por naufrágios e vazamento de óleo de grandes petroleiros. O solo é prejudicado pelas queimadas e pelo desmatamento.
Os incêndios florestais, provocados ou não, destrói não apenas as plantas que são o alvo dos incêndios, mas também suas raízes e microorganismos que vivem na terra, tornando-a estéril, sem as proteínas necessárias às plantas. Por tudo isso, as intempéries do tempo a cada ano se tornam mais violentas e perigosas. As ventanias se transformam em tornado, tufão, ciclones e furacão que estão se intensificando cada vez mais. A música “ETERNAS ONDAS”, composta por Zé Ramalho em 1980, já alertava a humanidade para isso. 
Como vários outros compositores, Zé Ramalho também fez uma música para Roberto Carlos gravar. Então, participando de um passeio no iate Lady Laura, ele apresentou-lhe “Eternas Ondas”, uma canção inspirada no tema bíblico do dilúvio, que expõe o contraste entre a grande força da natureza e a fragilidade humana: “Quanto tempo temos / antes de voltarem aquelas ondas / que vieram como gotas em silêncio / tão furioso / derrubando homens entre outros animais...” Mas Roberto não aproveitou a composição, talvez trágica demais para o seu estilo, que Ramalho passou para o amigo Fagner. 
Veja o clipe desta canção no link abaixo.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

“SEXO, AS PREVENÇÕES QUE O SEU MÉDICO TEM RECEIO DE REVELAR
Eu não sou psicólogo clínico, nem sexólogo, apesar de muita gente achar que sou. Especializei-me em psicologia organizacional. Mas, tendo em vista que desde 1998 eu trabalho junto a profissionais da medicina, aprendi a identificar algumas doenças provenientes do sexo feito de maneira inconsequente. Com o avanço da inteligência humana em todas as atividades da vida os amantes também ficaram mais sutis nas suas práticas sexuais em busca de um prazer mais intenso, fugindo assim do que é convencional. Por exemplo, sexo oral e anal passou a ser comum entre os menos pudicos. Porém, essas duas práticas passaram a dar mais trabalho aos ginecologistas e otorrinolaringologistas, pelas suas consequências danosas à saúde, causadas aos menos cuidadosos com a higiene pessoal, antes e depois do ato. Conversando com esses profissionais, eles me confessaram que têm receio de perguntar aos seus pacientes com um dos sintomas das doenças causadas por uma dessas variantes sexuais, se o (a) queixoso (a) a pratica, talvez em obediência a ética médica e também receosos de serem mal interpretados.
Mas seria de bom alvitre que os profissionais dessas duas especialidades médicas pudessem saber se os seus pacientes praticam o sexo oral ou anal, no sentido de deixá-los cientes das formas de prevenção contra as doenças decorrentes do mesmo. Começando pelo sexo oral, se após o seu término a pessoa que praticou a felação (fellatio), quando feito no homem, ou o conilíngua (cunnilingus), quando feito na mulher, não escovar a língua e fazer bochechos e gargarejos com um enxaguatório bucal (de preferência que contenha álcool), poderá contrair no mínimo uma infecção na garganta. Quanto ao sexo anal, para a mulher que o pratica, deve ser o último variante dentre as outras práticas, uma vez que, após ele ser praticado, se ela fizer sexo vaginal, pode contrair infecções por Escherichia Coli, Bactéria Bacilar Gram-negativa que se encontra NORMALMENTE no trato gastrointestinal, porém se passar para as vias urinárias faz um estrago danado. Os primeiros sintomas na mulher é uma sensação de ardência na vulva durante a micção e vontade constante de urinar mesmo com a bexiga esvaziada. Portanto, o casal que gosta dessas práticas tem que obedecer esta sequência durante o coito: SEXO ORAL, VAGINAL E por fim ANAL. Se inverter esta ordem, a mulher pode sofrer graves consequências.
Os homens mais audaciosos e as mulheres lésbicas passaram a fazer o sexo oral também no ânus da parceira, apelidado de “Beijo grego”. Ai mora outro perigo, pois como a vagina da mulher fica vizinha ao seu ânus, fatalmente a língua de quem faz o conilíngua poderá também levar a “Dona Escherichia Coli” de uma “casa” para “outra”. Outro perigo para a mulher é quando ela costuma se limpar de trás para frente, ao evacuar. Isso deve ser feito no sentido inverso, caso contrário a “Dona Coli” terá novamente o seu caminho livre para as vias urinárias. Portanto, tomando esses devidos cuidados durante o relacionamento sexual, o casal pode “brincar” bastante com todas as variantes que lhe apetecer. Espero ter contribuído para esclarecer principalmente aos jovens sobre essas doenças decorrentes do sexo, quando o preservativo não pode evitá-las. No tocante a sensualidade feminina, uma música que lembra a vontade desenfreada da mulher por sexo, sem precisar explorar a vulgaridade na sua letra, como faz as músicas atuais, é a que Fafá de Belém gravou em 1986, composta pela atriz, escritora e compositora Bruna Lombardi em parceria com David Tygel, e que fez muito sucesso na época. A canção se chama "QUE ME VENHA ESSE HOMEM". Algumas das suas estrofes são reveladoras, e diz assim:“Que me venha esse homem... /...Que me fira com os olhos / E me penetre em tudo / ... Que me venha com força / Com gosto de desbravar / Que me faça de mata / Pra percorrer devagar... / ... Com sua febre de fogo / Que me prenda no espaço / Do seu passo mais louco...”. Ouçamo-na no clipe postado abaixo:

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

HORÁRIOS INCONVENIENTES DOS HOTÉIS
O mês de janeiro se foi e com ele as lembranças dos passeios durante as férias. Quem curtiu alguns dias em hotéis da orla marítima, constatou que os seus horários de entrada e saída (check-in e check-out) são bastante inconvenientes. A diária de boa parte dos hotéis e pousadas começa a contar das 14 horas de um dia às doze horas do dia seguinte. Se você fizer uma reserva de somente uma diária num desses hotéis costeiro, não irá aproveitar a praia, se ficar atrelado a esse horário. Em nenhum desses dois dias, você conseguirá curtir tranquilamente um banho de mar. Senão vejamos: ao chegar ao hotel às 14 horas de um sábado, você vai desfazer as malas, tomar um banho de chuveiro, almoçar, descansar o almoço e ai já é tarde para usufruir da praia. No domingo, você acorda as nove (que ninguém é de ferro), toma banho, toma o café do hotel e vai arrumar as malas para fechar a conta, pois já está perto do meio dia e não dá mais tempo para se deleitar num banho de mar. A não ser que você acorde bem cedo toda a família que lhe acompanha nas viagens e as crianças terminem o seu sono em cima das malas com a que vemos dormindo em cima da bagagem mostrada no gif abaixo:
No entanto, alguns hotéis estão ficando mais maleáveis. Se o hospede chegar pela manhã e o quarto reservado para ele já estiver arrumado, ele já pode fazer o seu check-in. No outro dia, ele entrega as chaves do apartamento ao meio dia, mas pode continuar usando as piscinas e o playground do hotel, até o final da tarde. Eu mesmo sempre aproveito os dois dias por completo. Por exemplo, reservei uma pousada em Tamandaré. De onde moro até chegar lá de carro são duas horas de viagem. Então, como sempre faço em outros hotéis e pousadas, saí as cinco da matina, cheguei nesse município as sete e fui direto para padaria, junto à esposa e os netos. Tomamos o café da manhã e corremos para a praia. Às 14 horas adentramos na pousada e fomos curtir as piscinas. No outro dia, fizemos tudo ao inverso, saindo de Tamandaré às 16 horas. Simples assim! Falando em mar e praia, a música tema desta crônica não poderia ser outra senão “A PRAIA”, interpretada pela grande voz do Agnaldo Rayol. Clique no link abaixo para conferir.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

ADULTO ESPERANÇA
Eu costumava colaborar com algumas entidades filantrópicas, porém, depois que tomei conhecimento pela imprensa sobre um escândalo financeiro de uma delas, não colaboro mais. Existe um instituto de deficientes no sul do país os quais fazem pinturas em cartões com pincel, sustentado pelos dedos dos pés ou com a boca e que me são enviados no final do ano com mensagens natalinas produzidas por eles e junto uma fatura para ser paga em banco. Nesse caso, eu constato que estou pagando por um trabalho digno e bonito. Esses cartões eu envio para os parentes próximos e distantes, através dos correios, mantendo a tradição de registrar por escrito essas mensagens de natal e ano novo, as quais eu entendo estarem imbuídas de maior significado e calor humano do que fazer isso através das redes sociais na internet.
Falando em entidades filantrópicas, certa vez eu vi no facebook uma sátira denominada de “Adulto Esperança”, circulando com este engraçado pedido de doação: Para doar R$700, ligue para o meu celular; R$1.500, para o meu fixo; R$4mil, eu mesmo vou buscar. Doações do exterior, não se acanhem, hablo espanhol e outras línguas. Ah! Sim, aceito também Euro e dólar. Peso, já carrego o meu. Não sou mais criança, mas ainda tenho esperança! Esperança de que um dia os inúmeros impostos que pago ao governo sirvam para dar esperança às crianças, sem precisar dessas campanhas, que não mostram detalhadamente para onde foram as doações junto aos valores doados de forma descriminada. Ser vítima de ardis não é comigo.  Falando em ardil, existe uma música do Chico Buarque que fala sobre isso, intitulada “Hino de Duran”. Confira abaixo o clipe desta canção, interpretada pelo próprio Chico, acompanhado por Herbert Vianna, ex-vocalista da Banda Paralamas do Sucesso.